Matriz Santa Catarina de Alexandria

Breve histórico:

Vindo Jacinta Gobeth a falecer repentinamente no quintal de sua casa em fins do século passado, nesse lugar, foi irigida mais tarde uma pequena capela, e diz-se que a pedido da falecida, em sonho em que apareceu para um empregado, porque queria que ali onde ela morreu se levantasse uma cruz, pois havia morrido como cristã e não como pagã.
Em vez de levantar somente uma cruz, Salvador Gobeth construiu uma capela e foi colocado o nome de Capela das Almas. Ela foi construída mais ou menos no ano de 1892.
Como Capela das Almas ela esteve aberta e em pleno funcionamento com missas, catecismo e escola de alfabetização durante uns trinta anos, com bastante afluência de devotos e sempre dirigida pelos Capuchinhos.
Sendo, na ocasião, de propriedade de Catarina Schimidt, o terreno onde foi construída a capela, e sendo ela de origem humilde e muito doente, vivendo só, por ser solteira, doou o terreno para sua irmã, Maria Schmidit dos Santos (casada com Manoel dos Santos) e sobrinhos, pedindo que nunca fosse derrubada a capela. Pediu também que a cercassem, para conservá-la.
Depois de funcionar mais ou menos trinta anos a capela foi fechada.
Nos anos de 1950 a 1952, Maria de Lourdes Perecin, pertencendo à Federação Mariana Feminina Diocesana, cujas reuniões eram realizada no Dispensário dos Pobres das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, tendo como madre a Irmã Nazaré, esta demonstrou vontade de formar um centro de catequese no bairro, e Maria de Lourdes falou da existência da Capela das Almas, que estava fechada.
No dia seguinte, a Madre mandou uma irmã pedir autorização ao proprietáriodo terreno da Capela, para formar o Centro de Catequese, o que o senhor Manoel dos Santos autorizou prontamente.
Imediatamente formou-se uma comissão composta por José Gobeth e Armindo Joly, que deixaram em condições de abrir o Centro Catequético.
Com autorização do Vigário Monsenhor Martinho Salgot, e a pedido do senhor Manoel dos Santos e Zenaide Sampaio Gobeth, que queriam homenagear a doadora do terreno e a esposa do construtor da Capela das Almas, colocaram como padroeira o nome de Santa Catarina de Alexandria.

 
Assim, satisfeitas as condições, no início do ano de 1952, foi fundado o Centro de Catequese pelas catequistas: Maria de Lourdes Perecin, Cecília Perecin, Cacilda Perecin, e tendo mais tarde a colaboração das catequistas, Teresinha Rasera, Nilza Storel Rasera e outras, tendo elas tido orientações catequéticas, por diversos anos que antecederam o início das aulas, do Frei Geraldo, depois chamdo de Frei Leonel de Piraju,
A catequese foi crescendo e colhendo seus belos frutos até o dia de hoje, pois muitos dos paroquianos que fazem parte de pastorais e outros que frequentam a igreja, foram alunos, ou filhos de alunos do Centro Catequético.
Assim que começoi a catequese, deu-se o início da Reza do Terço, diariamente, à noite, na capela.
Sempre que possível e houvesse um sacerdote disponível, celebrava-se a Santa Eucaristia, para as crianças.
Quando Frei Carlos foi eleito reito do seminário, e ele teve oportunidade, passou a celebrar a missa todos os domingos.
A catequese contou sempre com visitas dos freis para orientação das catequistas, e acompanhamento do trabalho que estava sendo realizado, bem como para estpimulo das crianças.
A preparação das crianças para a primeira eucaristia era feita todos os dias, durante os meses de agosto a dezembro, ou final de novembro.
Quando Frei Leonel (Frei Geraldo), foi transferido, tomou posse como reitor do seminário, o Frei Carlos de Birigui, dando continuidade no atendimento da Capela Santa Catarina, já então com missas todos os domingos, por volta de 1959 /1960, vindo mais tarde o Frei Guilherme.
Frei Guilherme, como reitor do seminário, deu também atendimento na catequese, tendo organizado a primeira comissão para estudar a viabilidade de construção de uma nova igreja.
A primeira comissão foi constituída por José Gobeth, Arlindo Forte, Armindo Jollim e José de Souza.
Deposi de muito emprenho, muito trabalho, e muitos contatos entre o páraco Monsenhor Martinho Salgot e senhor  bispo Dom Aniger de Maria Melillo e Maria de Lourdes Perecin, foi aprovada a construção da nova igreja, em terreno maior, com parte doada pelo proprietário, senhor Manoel dos Santos e filhos e outra parte doada pelo senhor Marcelino Perecin.
Deu-se então início à construção da nova igreja sob a orientação da Comissão e do Frei Guilherme de Limeira, e apoio e contribuição valiosa de toda a comunidade.
O assentamento da primeira pedra deu-se em 1963, estando presente e dando a benção, Monsenhor Martinho Salgot.
O projeto da igreja foi realizado pelo arquiteto Luiz Gobeth.